Mensuração de resultados é um dos grandes benefícios de investir na internet

Uma das coisas que mais me encanta no meio online é a possibilidade de mensurar facilmente a audiência do conteúdo produzido, seja de um produto jornalístico, seja de um trabalho com apelo publicitário. Resolvi registrar esse comentário aqui após ouvir um depoimento do Rodrigo Afonso, repórter da Computerworld, sobre esse tema:

Não me conformo quando tenho apenas 200 acessos em uma matéria. Só fico feliz quando um texto que produzo chega a 15 mil leitores“.

Antes, os jornalistas ficavam muito acomodados. Agora esses profissionais têm muito rapidamente uma visão do resultado do seu trabalho e podem aprimorar cada vez mais o conteúdo produzido a fim de atender os interesses do seu leitor. O mercado publicitário acompanha o mesmo ritmo. O especialista em marketing de busca, Paulo Rodrigo Teixeira, comenta em seu blog sobre os investimentos em marketing de busca:

Em 2007 a receita do marketing de busca, segundo o SEMPO, foi de 12,2 bilhões de dólares e a previsão para 2011 está em 25,2 bilhões“. Na sequência, Rodrigo dá sua opinião sobre esse fenômeno: “Por ser uma mídia de fácil mensuração, de resultados (ROI) e custo relativamente mais baixo, acaba se tornando uma forma atraente de atrair consumidores para as empresas. As empresas precisam continuar a vender, porém preferem gastar menos e investir no que dá maior retorno. É aí que entra o marketing de busca“.

É, quem ainda não está investindo em conteúdo para internet, definitivamente está perdendo tempo.

Palestra na Jump Education

Na semana passada fiz uma apresentação dos casos de sucesso em mídia social da Trama Comunicação. Minha participação ilustrou os conceitos sobre Relações públicas 2.0  apresentados antes pela consultora em web Cátia Lassalvia.  Depois almoçamos com os principais executivos da Jump Education e a informação que tive é que a crise econômico tem levado muitos alunos para a instituição. São dois públicos principais: o primeiro de agências de publicidade off line e o outro das pessoas desempregadas que estão procurando se capacitar para entrar no mercado de trabalho.

No caso das agências de publicidade, não é muita novidade que as tradicionais que perderam as grandes receitas e lucros gerados a partir de anúncios tradicionais, estão tendo que rebolar. O que corre todo mercado, apesar de não existirem ainda dados ou casos concretos, é que as maiores empresas reduziram a verba total de publicidade e aumentaram o percentual a ser destinado à web. Então só restou aos profissionais correram atrás de capacitação para lidar com essa nova realidade. O principal desafio é encontrar metodologias e métricas para mensurar resultados de ações em mídias sociais.

Com tudo isso, acredito que o mercado tende a se profissionalizar ainda mais. Mas a briga vai ser feia entre as agências de relações públicas, marketing, publicidade e de web. Como trabalhar com mídia social e web, como afirmei no meu post anterior,  pressupões conhecer um pouco sobre cada uma dessas áreas e ir um pouco além, todos estão disputando quem vai abocanhar esse orçamento. Não sou a favor da briga, embora sempre puxe a sardinha para o lado das relações públicas. Creio que o que a gente precisa é unir esforços para combinar a multidisciplinaridade que essas iniciativas exigem. Mas como tenho um pé atrás com muitos profissionais de publicidade, acho difícil que isso aconteça como deveria.

Gestor de mídia social: uma nova profissão

Desde que comecei a fazer pós em comunicação hipermídia, há cerca de um ano, participo de conversas sobre o fato de a revolução da web ter gerado uma nova profissão: o gestor de mídias sociais. Com a ampliação da mídia produzida pelo próprio consumidor e a necessidade das empresas participarem das conversas dos seus clientes no mundo online, a carreira desponta como uma das mais promissoras. 

Para desenvolver esse trabalho com eficiência, esse profissional tem que conhecer um pouco sobre marketing, relações públicas, tecnologia, jornalismo online, técnicas de SEO (marketing de busca) e por aí vai. Não precisa ser expert, mas deve uma boa noção sobre cada um dessas áreas. Eu sinto isso na pele. Ao estudar para entrar de fato nesse segmento, senti muitas dificuldades, como não ter uma noção de HTML, por exemplo. Não preciso saber programar, mas tenho que ter uma idéia para poder solicitar um trabalho e gerir um projeto adequadamente.

O jornalista Rodrigo Afonso aborda esse tema em matéria da Revista ComputerWorld  desse mês. O salário não é ruim. Veja a tabela de remuneração que o Rodrigo incluiu na reportagem. A Tecnisa, caso de sucesso frequentemente citado quando o assunto é web 2.0 e uma das primeiras empresas brasileiras a criar um blog corporativo, foi também pioneira em ter um profissional cujo cargo é gestor de redes sociais. Quem desempenha essa função por lá é o Roberto Loureiro, um dos entrevistados da matéria.